Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 19/04/2024
“Ama, com fé e orgulho, a terra que nasceste! Criança! Não verás nenhum país como este”. Tal máxima retirada da obra “A pátria” do parnasianista Olavo Bilac retrata o Brasil de forma perfeita e idealizada. Fora da abordagem utópica, essa vivência deslumbrada não faz parte da realidade brasileira, haja vista que os desafios no combate à pobreza menstrual são fortes indicativos das falhas estruturais presentes na formação nacional. Nesse viés, cabe analisar o que ocasiona tais adversidades, bem como seus impactos na sociedade.
Em vista disso, é indubitável ressaltar que a superação da pobreza menstrual é essencial para o cotidiano da nação. Assim sendo, a Constituição Federal de 1988 define a vida como direito fundamental do indivíduo e preceitua a saúde como garantia a todos e dever do Estado. Contudo, torna-se notório o distanciamento deste preceito no tocante a indiligência governamental quanto a promoção da saúde de forma igualitária. Esse panorama lamentável ocorre em razão da desigualdade social e econômica presente na coletividade hodierna, e provoca a escassez, em muitos setores do país, de produtos de higiene básica.
Faz-se mister, ainda, salientar que a vigência da pobreza menstrual no Brasil acarreta consequências indiscutíveis para a economia e para a saúde brasileira.
Outrossim, é nítido que tal conjuntura é responsável não só por dilatar o índice de faltas escolares femininas em instituições de ensino público, mas também por agravar a ocorrência de infecções vaginais no período menstrual, haja vista que a “improvisação” de itens de higiene pode ser prejudicial à saúde da mulher. Dessa forma, torna-se evidente a indispensabilidade de formas de combate ao quadro.
Infere-se, portanto, a necessidade da criação de medidas que venham para minimizar os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil. Posto isso, cabe ao governo federal, por meio da distribuição gratuita de itens de higiene básica, a ampliação do acesso à saúde, a fim de alargar a qualidade de vida e de educação nacional para todos os setores da sociedade e para que as mulheres se sintam cada vez mais incluídas e protegidas pelos projetos governamentais. Dessarte, os desafios no combate à pobreza menstrual poderão ser combatidos no Brasil.