Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil
Enviada em 29/08/2024
A Constituição Federal de 1988 visa aos direitos básicos para todos os cidadãos, incluindo mulheres, meninas, homens trans e demais pessoas com útero que não podem arcar com os gastos de higiene íntima. Entretando, para uma pequena parcela desse público, esses direitos são violados pela falta de acesso a itens básicos no período menstrual. Sendo assim, é imprescindível uma análise sobre os desafios e consequências da pobreza menstrual.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o acesso à higiene mens-
trual deve ser tratado como uma questão de saúde pública, porque, no Brasil, o principal desafio para comprar um pacote de absorvente é a condição financei-
ra. Isso mostra a realidade de um grupo social em um país onde existem milhares de pessoas em condições de pobreza, em que comprar um pacote de absorvente é considerado um item de luxo, conforme relatado na reportagem do jornal Politi- ze. Além disso, basta observar que a desinformação e a falta de apoio nesse período também são desafios para adolescentes que, por não possuírem itens de higiene menstrual, acabam faltando à escola.
Ademais, cabe ressaltar que em uma sociedade na qual falar sobre menstruação ainda é tida como um tabu, muitas adolescentes sentem vergonha, insegurança e medo. Além disso, as péssimas condições de higiene acentuam esses sentimentos e contribuem para um grande número de evasão escolar. Em virtude disso, é nítido o impacto que essas pessoas sofrem em suas relações sociais, pessoais e educacionais.
Portanto, cabe ao governo, mais especificamente ao Conselho Nacional dos Direitos Humanos, distribuir gratuitamente absorventes e coletores em unidades básicas de saúde. Tal iniciativa ocorrerá por meio da implantação de um Projeto Nacional que combaterá a pobreza menstrual. Isso será feito para garantir que toda a população que menstrua tenha acesso a esses itens.