Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 13/06/2025

No filme “Carrie, a estranha”, a protagonista passa por situações bastante ruins em relação a menstruação, como entrar em panico ao menstruar pela primeira vez, pois não recebeu as informações ou o apoio necessário para lidar com ela. Infelizmente, assim como Carrie, várias mulheres em nosso país são vítimas da pobreza menstrual, ou seja, carecem de itens básicos de higiene, apoio ou informações para lidar com essa situação, o que torna uma intervenção algo necessário.

À vista dessa questão, nota-se que a negligencia que o poder público apresenta em relação às necessidades dos que menstruam é o prinicipal vetor do problema. Em constraste com a lei, que declara como um direito a todos , a dignidade menstrual, ou seja , possuir acesso a produtos básicos de higiene necessários para o período, 28 por cento das mulheres de baixa renda em nosso país não possuem acesso a esses itens. Certamente, isso ocorre, pois existe pouco investimento nas políticas públicas voltadas para auxiliar as pessoas com a menstruação, como aquelas responsáveis por distribuir absorventes gratuitamente. Consequentemente, a pobreza menstrual continua sendo uma realidade para muitos.

Além disso, observa-se que a forma na qual a sociedade brasileira lida com a menstruação é também um importante contribuidor do problema. .Nesse sentido, infelizmente, nossa sociedade é ainda bastante hostil em relação à ela, tratando a como algo vergonhoso , que tem que ser escondido. Como resultado, não só, muitas famílias e escolas deixam de abordar esse assunto com as jovens, deixando as despreparadas e desinformadas sobre como lidar com esse evento, como também, faz com que muitas mulheres tenham que lidar sozinhas com muitos dos problemas associados à ele, pois não se sentem confortáveis de pedir ajuda.

Fica evidente, portanto, o quanto uma intervenção é necessária e ,para isso, o poder público, como principal responsável por garantir a dignidade menstrual, deve, com o objetivo de combater a pobreza menstrual, investir mais nas políticas públicas existentes que combatem esse problema, o que diminuirá sua incidencia e deixará situações como a de Carrie apenas na ficção.