Os desafios no combate à pobreza menstrual no Brasil

Enviada em 18/06/2025

A Constituição Federal de 1988, o documento mais importante do país, estabelece, em seu artigo 6°, que a saúde é um direito fundamental de todo cidadão. No entanto, o combate à pobreza menstrual no Brasil evidencia falhas na efetivação desse direito, comprometendo sua universalização. Esse cenário decorre, principalmente, da negligência governamental e do silenciamento midiático, que configuram as maiores problemáticas desse pernicioso quadro.

Diante desse contexto, o descaso estatal agrava o problema. Sob esse viés, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman afirma que instituições que negligenciam sua função tornam-se “zumbis”, mantendo a estrutura mas falhando em seu propósito. Nesse sentido, o Estado brasileiro se encaixa nesse conceito, quando a pobreza menstrual no Brasil é intensificada pela ausência de políticas públicas eficazes em escolas, o que dificulta o acesso a produtos de higiene e condições adequadas durante o período menstrual. Consequentemente, a negligência do governo diante desse problema afeta principalmente meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade, contribuindo para a evasão escolar, a desinformação e a perpetuação das desigualdades sociais e de gênero.

Ademais, cabe ressaltar a omissão da mídia ligada diretamente à problemática. A respeito disso, o escritor britânico George Orwell ressalta o poder da mídia na formação da opinião pública, influenciando comportamentos e percepções sociais. Dessa forma, a cobertura jornalística influencia negativamente a pobreza menstrual ao ignorar o tema, tratando-o de forma superficial ou reforçamdp tabus e estigmas, essa postura mantém a desinformação e o silêncio em torno da menstruação, dificultando o debate público e a mobilização social necessária para cobrar ações do governo. Por consequência, a falta de visibilidade agrava a invisibilidade da pobreza menstrual e impede avanços concretos na garantia de produtos e infraestrutura para quem menstrua.

Portanto, é dever do Estado investir uma maior parcela do Pib para minimizar a pobreza menstrual no Brasil. Tal ação será realizada, por meio do Ministério da Saúde, órgão responsável por criar planos e políticas públicas para uma sociedade igualitária. Assim, com coletividade, será possível gerar bem-estar social.