Os desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil

Enviada em 28/01/2026

Nos anos 10 do século XXI, O Brasil foi marcado por grandes tragédias no setor cultural, como os incêndios no Museu Nacional e na Cinemateca Nacional. Estes eventos refletem a negligência governamental no tocante à manutenção dos patrimônios nacionais. Dessa forma, é válida a reflexão acerca dos desafios para preservação dos bens históricos e culturais do Brasil, os quais são atrelados, principalmente, ao descaso e não aproveitamento destes espaços.

Primeiramente, é preciso citar a quantidade absurda de prédios históricos abandonados nos grandes centros urbanos brasileiros. Para exemplificar, pode-se apontar para o Pelourinho, em Salvador, cujo possui 217 casarões abandonados, de acordo com dados divulgados pelo IPHAN, os quais poderiam ser revitalizados, a fim de cumprir com o Artigo quinto da Constituição Cidadã, a qual prevê o direito à propriedade atrelado aos interesses coletivos da população. Além de mitigar uma parte do problema de moradia da região, estes espaços poderiam ser utilizados para atividades comerciais e turísticas. Dessa forma, os espaços seriam melhor aproveitados e os patrimônios preservados.

Para além disso, ainda no que diz respeito à negligência governamental em relação ao que compõe a história nacional, é possível apontar para o descaso com locais que guardam artefatos importantes para o Brasil e o mundo. No Recife, existe a única torre de atracação de Zepellin do mundo, sendo uma relíquia que poderia atrair estudantes, pesquisadores e turistas para contemplá-la. Entretanto, o parque que a abriga está abandonado e não faz jus ao patrimônio. Infelizmente, casos como este diminuem as possibilidades educacionais e econômicas de espaços históricos no Brasil.

Portanto, urge que medidas sejam tomadas para evitar o abandono e destruição dos patrimônios brasileiros e garantir a sua preservação. Por isso, cabe aos governos estaduais em parceria com o IPHAN de cada região avaliar os bens que estão em situação crítica, a partir de uma análise das possibilidades de cada um destes espaços, a fim de assegurar a perenidade dos locais e o bem-estar e segurança das pessoas que ali morarão ou trabalharão. Assim, partes de nossa história não serão perdidas, mas sim ressignificadas.