Os desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil
Enviada em 12/05/2023
O primeiro episódio do documentário “Guerras do Brasil” mostra como os indígenas foram dizimados ao longo da hitória. Nesse sentido, a partir da análise do cenário nacional, não existe aversão significativa a despeito da destruição de símbolos caracterizados de patrimônios históricos. Diante disso, cabe discutir a desproteção cultural nos dias de hoje, além da pouca iniciativa do poder público em propagar a devida importância dos meios de cultura.
Primeiramente, vale destacar que o mundo atual age, muitas vezes, de modo a suprimir a conservação cultural em detrimento de suas rápidas transformações. Sob essa ótica, o conceito de “Gentrificação”, aprofundado pela socióloga Ruth Glass, explica a relação entre especulação imobiliária e a consequente realocação de moradia ou espaço. Posto isso, a partir de ímpetos econômicos, a periferização de locais culturalmente ativos impede a efetividade da preservação histórica, haja visto que a retirada de, por exemplo, bibliotecas públicas de seu local de origem vai de encontro à identificação dos residentes, além de dificultar a acessibilidade do acervo intelectual ali presente.
Ademais, é evidente que não há difusão da relevância histórica da cultura que cerca os indivíduos. Com base nisso, o município sergipano de São Cristóvão detém alcunha de Patrimônio Mundial da Unesco, no entanto, devido à crescente poluição na cidade, esse título pode ser retirado. Sob tal aspecto, a pouca reverberação de tamanha honraria para o local existe por conta da falta de preparo institucional, que não angaria recursos para conscientização popular, como palestras informativas, a respeito da manutenção de seus atributos históricos, claramente relevantes para o país. Desse modo, cabe ao poder municipal agir diante de tais fatos.
Por fim, tendo conhecimento sobre o problema, é necessário que o governo inicie a elaboração de um projeto de lei, desenvolvido por parlamentares, que coíba a transição compulsória de espaços culturais -geradores de memória e identificação-para locais afastados, a fim de garantir preservação. Além disso, as escolas públicas -ambientes insersores de cidadania- devem organizar, via emendas, oficinas de história da cultura, objetivando conhecimento sobre a causa.