Os desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil

Enviada em 22/05/2023

“É preciso erguer um povo à altura de sua cultura, e não rebaixar a cultura ao nível do povo”. A frase da ativista e filósofa Simone Beauvoir faz uma crítica à forma como a cultura é entregue à uma população. O Brasil configura um estigma relacionado à falha na preservação de seus patrimônios históricos e culturais. Tal fator se manifesta desde a degradação de monumentos tombados, até a perda de tradições populares. Portanto, é de extrema importância que o óbice seja solucionado.

Em primeiro plano, vale destacar a fatídica tragédia em que o Museu Nacional se encontrou em chamas em 2020. O acontecimento gerou uma perda de 85% do acervo, segundo pesquisa realizada pela Globo, e por mais que a Polícia Federal afirme que o incêndio não tenha sido criminoso, a verdadeira chacina foi o monumento ter começado a ser reconstruído apenas dois anos após o acidente, com previsão de ser inaugurado em 2027; com itens digitalizados por pesquisadores.

Paralelamente, é importante pautar o debate sobre a lacuna no acesso à cultura na pátria verde-amarela. A Base Nacional Comum Curricular propõe que o folclore é importante no meio escolar para “construção da identidade do estudante, abilitando-o a compreender a própria cultura e a de outros povos, incentivando-o a criar e valorizar a arte e a cultura”, porém, na prática, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), exibe em pesquisa que dois milhões de crianças e adolescentes entre 11 e 19 anos não frequentam à escola no Brasil. Assim, é possível observar que a eliminação gradual das tradições brasileiras estão interligadas à gafe no acesso à educação.

Logo, medidas operantes são necessárias a fim de exterminar a falta de acesso à cultura na pátria canarinha, seja por meio de patrimônios físicos ou morais. Para que isso aconteça, compete ao Ministério da Cultura fiscalizar de forma mais eficiente o alcance à cultura, bem como é dever do Ministério da Educação garantir que todas as crianças e adolescentes sejam beneficiados. Desta forma, a falta de obtenção da cultura deixará de ser um fator segregador na sociedade brasileira.