Os desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil
Enviada em 26/05/2023
Em 1937, durante o governo Getúlio Vargas, foi criado o Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional, visando a valorização da cultura material e imaterial. Entretanto, percebe-se que, na atual realidade brasileira, existem problemas e de-safios que impedem a concretização desse objetivo, prejudicando a preservação da memória cultural do país. Nesse sentido, é evidente que tal situação ocorre devido a negligência governamental e pelo descaso da sociedade com seu patrimônio.
Em primeira análise, convém ressaltar a importância do poder público valorizar os seus bens. Acerca disso, pode-se citar o incêndio no Museu Nacional em 2018, perdendo-se cerca de 20 milhões de itens. Sob tal ótica, observa-se que a falta de atenção ocasiona a perda de um grande acervo histórico, evidenciando a má administração no que diz respeito a uma das maiores riquezas de um povo, a sua história. Logo, é claro que tal postura se configura como um obstáculo, sendo pre-judical para toda sociedade, uma vez que ataca a indentidade de uma nação, além de interferir em questões de desenvolvimento das ciências humanas ao dificultar o estudo de pesquisadores e historiadores.
Outrossim, vale lembrar que a população também influência no cenário. Sobre isso, é valido mencionar a relação dos indígenas com o meio em que vivem e com suas tradições, valorizando e preservando. Nessa perspectiva, compreende-se que essa não foi um legado adotado pela comunidade brasileira no geral, visto que uma das dificuldades enfrentadas é a falta de reconhecimento da necessidade de prezar pelos bens do Brasil, expressando-se em atos de vandalismo, descarte incorreto de lixo e desinteresse em visitar e conhecer.
Evidencia-se, portanto que o Ministério da Cultura deve garantir a conservação dos patrimônios históricos e culturais, por meio da disponibilização de verbas para reformas estruturais e revitalização de monumentos, a fim de dar a devida atenção ao assunto. Somado a isso, a mídia deve buscar conscientizar os indivíduos, por in-termédio de postagens nas redes sociais que ressaltem a essencialidade de conser-var e proteger esse tesouro local, objetivando mudar a mentalidade geral. Dessa maneira, o propósito posto na década de 30 com a criação do IPHAN poderá ser efetivado.