Os desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil

Enviada em 01/06/2023

A Carta Magna prevê o respeito às diversidades, identidade e a promoção da cultura como clásulas pétreas. No entanto, na realidade nacional, a conservação dos patrimônios materiais e imateriais não está sendo suficiente em relação à exigida pela riqueza da manifestação brasileira. Dessa maneira, os desafios para a preservação de bens históricos e culturais no Brasil são, respectivamente, a padronização cultural e o fraco investimento na área.

Em primeiro plano, salienta-se que a uniformidade entre os povos partipa dos entraves de se proteger a cultura do país. Isso ocorre porque, com a intensificação da globalização, as práticas locas se tornam mundiais, o que padroniza o modo de viver das potências hegemonicas ocidentais para diversas comunidades , que promovem seus produtos culturais, em detrimento dos regionais. Nesse sentido, segundo a ideia de “Indústria cultural”, do filósofo Theodor Adorno, que se refere à massificação dos objetos culturais, por exemplo, peças teatrais, roupas e músicas, para formar um gosto comum entre toda sociedade, e assim vender tal produto de forma maximizada. Diante disso, para a operação dessa padronização é fundamental a estes agentes do capitalismo apagar todas as outras manifestações existentes, com o intuito das divergências etnicas e culturais não interferirem no projeto do mercado.

Ademais, a falta de proporção entre a importância da manifestação nacional cultural e histórica e o capital endereçado para manuteção dessa diversidade, também, integra os problemas para a preservação delas. Nesse panorâma, com a Pandemia do COVID-19, as necessidades se viraram exclusivamente para a urgência sanitária e todas os serviços menos essênciais foram prejudicados, incluindo o setor de show, festas típicas e turismo ecológico. Sob esse viés, a Lei Paulo Gustavo

é evidente que pouco é feito na hodiernidade para se conservar o legado nordestino e indÍgena, por exemplo, já que são de menor prestígio social na hierarquia brasileira, que sempre valorizou o importado. Sob esse viés,