Os desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil
Enviada em 22/06/2023
Em 8 de janeiro de 2023, apoiadores do ex-presidente Bolsonaro invadiram o Palácio do Planalto e destruíram diversas relíquias ali guardadas, além do próprio prédio que foi vandalizado, em vista desse fato, surge a incógnita dos desafios do país em preservar os patrimônios histórico e culturais dele. Considerando o passado colonial do Brasil, a população não tem a cultura de valorizar os patrimônios presentes nele, então muitos são abandonados e vandalizados.
O Brasil é um país originalmente de exploração, então a cultura própria nunca foi valorizada, sendo assim, a população não tem conhecimento da importância e não presa pela preservação de tais bens. O Brasil surgiu com a única finalidade de enriquecer os países da Europa, esse fato fica muito presente com a desvalorização cultural dos povos que aqui viviam, com a escravidão dos indígenas e depois catequização deles, como se a única cultura que tivesse valor fosse a Europeia. Desde o primeiro momento a cultura Brasileira foi depreciada e descartada, essa realidade gerou uma cultura de desvalorização da própria e exaltação de elementos de fora do país. Para pessoas que nascem com essa alienação, não é fácil começar a enxergar a beleza e a importância dos componentes dos quais já se foi ensinado a desprezar. Sendo assim, fica explicito que o maior desafio para a preservação dos patrimônios históricos é a própria história do Brasil.
Em decorrência disso, dezenas de prédios, monumentos e até tradições, se encontram em estado deplorável. Em 2020 o museu nacional do Rio de Janeiro pegou fogo por falta de manutenção no ar-condicionado, casos de descaso como esse acontecem diariamente, diversas cidades históricas totalmente abandonadas pela falta de interesse, é terrível a forma como elas se encontram sendo tomadas pela cultura capitalista e moderna de exclusão do passado. Os patrimônios são completamente vandalizados e destruídos pelos próprios brasileiros.
Logo, conclui-se que para preservar tais patrimônios, o estado, como membro de maior poder na sociedade, deve quebrar com o estigma da síndrome de vira-lata, por meio de propagandas feitas nas escolas, por ser o local de maior influência de jovens e crianças, para que haja maior valorização e procura de preservação dos bens nacionais.