Os desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil

Enviada em 07/08/2023

Nos últimos anos, a comunidade yanomami foi oprimida e destruída por parte do governo nacional e garimpeiros. Nesse sentido, essa situação é apenas um dos exemplos das inúmeras repressões de povos tradicionais, marco central na história cultural do Brasil. Como motivadores desse problema, se dá a lógica capitalista de mercado e a falta de infraestrutura.

A busca incessante pelo lucro por parte da iniciativa pública e privada não considera as especificidades de povos com um modo de vida único. Segundo Norberto Bobbio, o “Estado Dual” é uma designação à influência dos interesses de mercado agindo dentro do Estado, colocando o bem-estar da população como secundário. Tal conceito aplica-se precisamente ao impasse entre o governo brasileiro e comunidades indígenas, com o primeiro invadindo o espaço alheio e tirando recursos, vidas e objetos culturais. Logo, quando esse embate ocorre, parte dos patrimônios presentes nessa sociedade é perdido.

Além disso, a má qualidade de espaços para a preservação de patrimônios dificulta a duração desses. Recentemente, o Museu Nacional, situado no Rio de Janeiro, passou por um incêndio que apagou milhares de documentos importantes nacionalmente. Dessa forma, fica evidente a falta de preparação e investimento em ambientes que carregam elementos históricos. Assim, os artefatos históricos correm mais risco de sofrer algum dano por falta de um manejo adequado.

Para solucionar essa complicação, cabe a organizações sem fins lucrativos, as quais não seriam afetadas pela lógica capitalista, por meio de programas para a obtenção e manutenção de patrimônios históricos, melhorar as condições nas quais esses elementos estão guardados, por exemplo, colocando-os em um lugar com uma maior segurança e investimento, buscando uma menor perda desses por erros de infraestrutura ou busca pelo lucro.