Os desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil

Enviada em 01/07/2023

O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, criador da Bandeira Nacional, defendia a propagação do lema “ordem e progresso” para o contexto comunitário. Contudo, tal ideal não se reverbera plenamente na prática, já que o Brasil ainda apresenta desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais. Nesse sentido, pode-se dizer que tal dificuldade é causada pela negligência governamental e pela base educacional lacunar.

Sob tal ótica, a inação estatal torna-se um agravo para essa problemática. De acordo com Hobbes, o Estado é responsável por regular as ações humanas. Entretanto, essa responsabilidade não é honrada no que tange à manutenção do acervo patrimonial brasileiro, uma vez que a ausência de fiscalização facilita a depredação desses materiais, pois os culpados não serão identificados e sairão sem a penalidade por seus atos, o que os motiva a continuar com essa prática inadequada. Desse modo, são urgentes intervenções governamentais com o objetivo de inibir esse comportamento e de proteger o bem público.

Além disso, a ineficiência do sistema educacional também é um óbice para a conservação dos registros que remontam a história nacional. Segundo Sêneca, a educação influi em todos os aspectos da vida. Nesse viés, o déficit no modelo de ensino, principalmente nas instituições escolares públicas, limita a compreensão sobre a importância das fontes históricas materiais e imateriais quanto à construção cívica da memória social, o que dificulta a valorização coletiva da conservação patrimonial e a abordagem dessa temática pela sociedade. Dessa forma, é necessária uma reforma na educação brasileira de modo a resgatar o apreço e a importância desses documentos e das diversas práticas culturais.

Portanto, são necessárias ações de instrução para garantir a cautela com os bens relacionados à reminiscência e à identidade das comunidades. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, órgão que regulamenta a formação brasileira, difundir, por meio de diferentes mídias, campanhas que contextualizem o patrimônio histórico e cultural, com o fito de ressignificar a função memorialística desses objetos e de protegê-los. Assim, tal medida valorará essa temática diante dos indivíduos e trará o lema da flâmula nacional para a realidade efetiva.