Os desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil
Enviada em 10/07/2023
Em dezembro de 2018, o Museu Nacional do Rio de Janeiro pegou fogo. É fato: esse acidente ocorreu pela falta de manutenção e verbas destinadas a preservar o patrimônio cultural. Em consequência da negligência governamental, centenas de anos da história brasileira viraram cinzas. Infelizmente, o pregresso está sendo apagado. Como sequela disso, segundo George Santayana, filósofo e poeta do século XX: “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo.”
Conforme o tempo passa, a epígrafe está cada vez mais nítida. Embora outras destruições de patrimônios históricos ou culturais tenham ocorrido, nada está sendo feito para evitar a repetição disso. Nesse cenário, fica evidente que os governantes não consideram a proteção das relíquias como uma prioridade, e, por conseguinte, a própria educação. Nesse sentido, uma vez que está sendo apagado as narrativas presentes nas obras de arte, os ensinamentos deixados por elas também estão.
Isto é, em janeiro deste ano, a obra “As mulatas”, do pintor modernista Di Cavalcanti, sofreu danificações feitas por vândalos. Assim, é observado os impactos causados por não conhecer a própria cultura. Certamente, os autores do ato criminoso não sabiam que a pintura é uma grande crítica a hipersexualização das mulheres negras. Portanto, está claro que a desvalorização das áreas de humanas contribuiu para esse fato, pois a história do Brasil não foi reconhecida, apenas destruída.
Diante dessa trágica situação, mudanças precisam ser feitas. Logo, o governo deverá investir na educação ativa e de qualidade nas escolas públicas. Para que isso ocorra, excursões escolares para museus tem que ser incentivadas. Dessa maneira, será garantido que os jovens conheçam sua nação, contribuindo para um lugar onde não existe privação de conhecimento. Acima de tudo, serão preservados os legados brasileiros, deixando-os para as gerações futuras fazerem o mesmo.