Os desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil
Enviada em 25/08/2023
Em 2019, com a completa destruição do Museu Nacional devido a um incêndio, o qual teve como principal causa uma falha elétrica em um ar-condicionados, obteve-se a conclusão que o Estado Brasileiro estaria deixando os patrimônios históricos e culturais da Sociedade Brasileira de lado, abandonando assim sua responsabilidade em mantê-los em boas condições. Esse abandono é também vísivel na ausência de uma conscientização maior em escolas, lugares onde, na atualidade, o foco técnico aliena e inibe que os jovens compreendam a importância da história e cultura.
É preciso compreender que, o abandono da manutenção desses patrimônios tem, como principal causa, o descaso político envolvendo a inabilidade do Governo Federal de distribuir o mínimo de verbas para a conservação das instituições que administram tais artefatos históricos. Esses descasos envolvem também a tentativa de ridicularização desses orgãos de preservação, juntamente com a remoção das verbas já direcionadas a esses orgãos para outras áreas não tão importantes, como a das Forças Armadas.
Outrossim, esse descaso acaba por se transmitir por todo o sistema educacional, o qual acaba por ter sua noção afetada quando, propositalmente, se ocorre a ocultação de quão importantes essas verbas são para a proteção das estruturas culturais da Nação, por meio da inoculação de matérias estritamente técnicas, as quais dificultam que os estudantes desenvolvam-se como cidadãos e aprendam que a proteção do patrimônio histórico é de suma importância para o País.
Portanto, para que o evidente abandono exercido pelo Estado Brasileiro tenha melhoras, é necessário que o próprio Governo Federal aplique uma restruturação da manutenção desses vários patrimônios espalhados pelo País, por meio de uma melhor distribuição do Orçamento Público para Instituições responsáveis pelos seus gerenciamentos, como a IPHAN, e que sejam estabelecidas reformas na educação por meio do MEC para que o caráter técnico seja reprimido a favor de um foco maior na percepção da conservação desses patrimônios. Com isso, a Constituição Brasileira poderá, finalmente, ser capaz de vingar o que ela afirma ser dever do Estado.