Os desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil
Enviada em 18/09/2023
No filme “as Crônicas de Destruição” é retratado um crime contra o patrimônio histórico do Rio de Janeiro em 1976, levando a reflexão sobre a importância da preservação da cultura do país. Não distante desta realidade, atualmente encontram-se os patrimônios culturais que de modo gradual são depredados e ignorados diante a sociedade. Nesse viés, é mister que medidas sejam tomadas a fim de findar com invisibilidade como forma de tratamento e a negligência estatal.
A priori, é fulcral ressaltar que a “cegueira” ética do homem colabora para o atual impasse. Segundo pesquisas do site Science Society, 1 a cada 9 pessoas já frequentaram algum tipo de patrimônio cultural. Seguindo tal perspectiva, faz-se evidente a extimidade em que a sociedade brasileira se encontra com a história e cultura do país, fazendo com que não haja a busca pela devida relevância e não ocorram as condignas buscas por preservação do âmbito histórico cultural. Dessa forma, faz-se necessário medidas que incentivem o maior envolvimento da sociedade com o meio cultural a fim de não tornar a cultura privilégios elitizados.
Outrossim, a inércia estatal inviabiliza a melhoria da situação atual. Neste contexto, o filósofo inglês John Locke criou o conceito de contrato social, no qual, o cidadão deve confiar no Estado, que, por sua vez, tem o dever de garantir à população os direitos inalienáveis. Dado que, o direito à cultura previsto pela Declaração Universal dos Direitos Humanos não é concretizado pela carência de notoriedade governamental direciona ao assunto, torna evidente que o estado é incapaz de cumprir com o contrato de Locke, findando a uma sociedade sem conhecimento cultural e gradualmente restringido-os à história do seu país.
Destarte, é imperioso medidas para amenizar a problemática. Desse modo, instituições escolares - responsáveis pela transformação social - devem por meio de projetos pedagógicos promover a busca por mudança e a conscientização dos jovens sobre a importância do conhecimento cultural, pois segundo Edmund Burke filósofo irlândes “aquele que não conhece seu passado está condenado a repeti-lo”. Com isso sendo feito, gradualmente romper a inércia estatal, e garantir o tratamento previsto pelas Nações unidas, deixando de ser, em breve, uma utopia no Brasil.