Os desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil
Enviada em 02/11/2023
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se padroniza na ausência de problemas e conflitos. Entretanto, na realidade contemporânea brasileira, há dificuldade para a preservação dos patrimônios históricos e culturais no Brasil, o que impede a concretização da teoria de More. Dessa forma, convém analisar e discutir sobre a negligência governamental e a falta de cobertura midiática.
Nesse contexto, a princípio, faz-se necessário mencionar que o descaso estatal prejudica a preservação de patrimônios no Brasil. Sob essa perspectiva, segundo o filósofo Thomas Hobbes, em seu conceito de “Contrato Social”, é dever do Estado garantir o bem-estar social. No entanto, é possível reparar o rompimento desse contrato, no cenário hodierno, devido à imprudência das autoridades no que tange à atenuação dessa mazela. Desse modo, patrimônios culturais brasileiros ficam relegados e, assim, expostos às degradações adversas. Como prova disso, pode-se citar o Museu Nacional, que pegou fogo. Sendo assim, é inadmissível que o governo continue sendo omisso ao permitir isso.
Além disso, é válido ressaltar que a escassa participação da mídia prejudica na preservação dos patrimônios. De acordo com o jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein, “só há opção quando se tem informação”. Dessa maneira, a mídia falha em informar ao público sobre a importância desses patrimônios para a realidade brasileira, uma vez que não aparece como um assunto relevante nos meios de comunicação. Por conseguinte, os cidadãos brasileiros não se atentam aos patrimônios, o que contribui para o abandono destes. Logo, medidas são necessárias para reverter esse impasse.
Pode-se perceber, portanto, que a descredibilização da ciência ainda gera alguns desafios no Brasil. Para que isso seja minimizado, é crucial que o Poder Legislativo - responsável pela elaboração de leis- crie um projeto de leis, por meio de uma reunião com os outros poderes, a fim de regular a propagação da desinformação. Ademais, é preciso que a mídia conscientize a população acerca das “fake news”. Quem sabe assim, a teoria criada por More consiga ser realizada em território nacional.