Os desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil
Enviada em 16/02/2024
De acordo com o historiador Eric Hobsbawn o que faz uma nação é a sua história. No entanto, o pensamento do filósofo vem sendo violado, uma vez que há desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil, o que afeta negativamente a reconstrução do passado. Isso ocorre devido a negligência governamental e ao passado colonial
O passado colonial do Brasil contribui para a deterioração do patrimônio cultural. Um exemplo disso é que a pluralidade de experiências as quais o país foi exposto nos últimos séculos são desvalorizadas frente a cultura colonizadora europeia, fazendo com que 42% da população brasileira não consuma conteúdo nacional. Essa situação é absurda visto que o Brasil possui um vasto acervo cultural próprio. Isso mostra que o colonialismo influencia no desgaste do patrimônio brasileiro.
A falta de políticas públicas desencadeia na dificuldade em preservar o patrimônio do país. Uma prova disso é que não há iniciativas que visem a manutenção física de construções simbólicas, como manter a área limpa e retocar a pintura, além disso, não existem programas, em larga escala, de incentivo a participação do público mais jovem no engajamento em atividades de cunho regional, fazendo com que aproximadamente 30% dos monumentos tombados do Brasil estejam degradados de acordo com o Iphan. Essa situação descumpre o Contrato Social de John Locke, o qual afirma que o cidadão entrega sua liberdade ao Estado a fim de que este lhe retribua com direitos como o acesso ao seu acervo cultural, o que não vem ocorrendo, visto que o governo não investe nesse setor. Isso mostra que a inércia governamental atua na degradação do patrimônio nacional.
Portanto, diante da negligência governamental e da influência da história colonial entende-se que a problemática persiste. Logo, é necessário que o Iphan, juntamente ao Ministério da cultura promovam campanhas, as quais restaurem os monumentos locais e incentivem a participação da população em atividades tradicionais, por meio de profissionais capacitados, a fim de que o acesso a história seja amplo, promovendo mais igualdade entre os cidadãos.