Os desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil

Enviada em 15/03/2024

“Eu vejo um museu de grades novidades”. O trecho da musica de Cazuza aborda a constante repetição do passado na sociedade atual e, consequentemente, a im_ portância de valorizar monumentos e culturas a fim de, não so compreender a his_ tória da formação social, como também, o funcionamento do Brasil contempora_ neo. Todavia, a baixa valorização dos patriônios é, infelizmente, constante no Bra_ sil, prejudicando não só o corpo social como também a manutenção da memória de lutas e conquistas. A partir desse contexto, é necessário analisar quais os entra_ ves para a efetivação da preservação histórica nacional.

Nesse sentido, fica claro que a lógica capitalista é um fator que prejudica essa conservação. Isso, principalmente, porque empresas, juntamente ao governo, transformam locais históricos em comércios, vizando o lucro de ambos e, em sua maioria, ocultando o real significado e importância desses espaços. Um exemplo disso é o Mercado Modelo, localizado em Salvador, onde ocorria um intenso mer_ cado negreiro durante o Brasil colônia, entretanto, o local se tornou um centro comércial, em que se oferece diversos alimentos e produtos, mas não o conhe_ cimento necessário para compreender a consolidação do nosso País. Desse modo, patrimônios se tornam centros comérciais, em que a moeda é a nossa história.

Além disso, o descaso governamental é determinante na ocultação dos patrimô_ nios nacionais. Tal questão ocorre devido a esses locais necessitarem de extremo cuidado e, consequentemente, alto investimento, gerando um abandono dos espaços e dos itens nele contido, os deixando mais propícios a desastres e degra_ dação. Nesse sentido, vale citar o incêndio do Museu nacional, que ocorreu no ano de 2018, pela falta de manutenção adequada do local, o que gerou um prejuízo financeiro e histórico, já que, lá existia um acervo gigante de objetos e documentos, além de ser o local em que foi assinada a declaração a independência do Brasil.

Portanto, fica clara a necessidade de uma ação da União diante o assunto. Assim, o Estado, por meio do poder execultivo, deve estipular um orçamento mínimo volta_ do à manutenção e divulgação dos patrimônios históricos e culturais, como exposi_ ções e passeios guiados gratuitos, a fim de garantir a preservação desses locais e da memória nacional.