Os desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil
Enviada em 11/05/2024
A série “Suits”, da plataforma Netflix, retrata o dia a dia de um escritório de advocacia e mostra vários casos de empresas que querem construir edifícios em áreas com patrimônios históricos. De maneira análoga à ficção, existem muitos desafios para a preservação dos patrimônios culturais e históricos no Brasil. Dessa forma, é importante destacar alguns desses empecilhos, tais como a velocidade de transformações da sociedade contemporânea, assim como a falta de entendimento da importância desses patrimônios.
Sob esse prisma, é válido destacar a rapidez de mudanças na sociedade atual. Isso porque dificulta a conciliação entre os hábitos de uma sociedade com a questão de habitação territorial e de mobilidade. Essas transformações envolvem empresas e associações na condução de políticas públicas, gerando, assim, uma maior complexidade e segmentação de interesses. Essa realidade foi constatada pelo sociólogo Zygmunt Bauman em seu conceito de “Modernidade Líquida”, o qual afirma que as relações sociais, econômicas e de produção do mundo atual são frágeis e fugazes, assim como os líquidos. Dessa forma, é importante um cuidado maior do poder público.
Ademais, também é importante ressaltar a falta de entendimento de grande parte da sociedade da importância dos patrimônios culturais. Isso ocorre pois muitos não compreendem o valor que os patrimônios históricos tem para a história de uma sociedade e para a constituição de uma cultura. Logo, acabam tratando com desprezo importantes símbolos que estão materializados pelas ruas das cidades do Brasil. Essa realidade foi constatada pela pesquisadora e historiadora Mary del Priore, a qual afirma “A falta de prestígio da história é histórica”, visto que nunca foi valorizado no Brasil o passado e a memória. Assim, é essencial uma mudança de postura da sociedade.
Dessarte, é preciso que o Iphan, aliado ao Governo Federal, crie uma campanha publicitária de valorização aos patrimônios históricos, por meio de palestras em escolas e publicações nas redes sociais, com propostas que chamem atenção da sociedade, a fim de que todos valorizem os símbolos da história do Brasil e repensem antes de destruir uma grande herança cultural.