Os desafios para a preservação de patrimônios históricos e culturais no Brasil

Enviada em 23/05/2025

Criado em 1937, o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) é responsável pela identificação, preservação e promoção do patrimônio histórico e cultural brasileiro. Apesar disso, a sociedade ainda enfrenta diversos desafios ao tratar da manutenção desses acervos sociais. Dois dos principais fatores relacionados a tal problema são a pressão imobiliaria e a falta de políticas públicas efetivas.

Em primeiro plano, é fundamental mencionar o impacto que a intensa urbanização exerce sobre a conservação dos patrimônios brasileiros atualmente. Reconhecido como patrimônio mundial da UNESCO, o Centro Histórico de São Luís tem sua integridade histórica ameaçada pela pressão imobiliária crescente no local. Tal ação confere um temor por parte da sociedade relacionado à destruição desse acervo nacional causado por essa incessante especulação predial.

Ademais, faz-se necessário comentar sobre a escassez de políticas públicas funcionais em relação a preservação das heranças culturais. Segundo dados do IPEA, o Ministério da Cultura sofreu cortes sucessivos no seu orçamento entre os anos de 2016 e 2022, prejudicando imensamente os repasses aos programas de proteção histórico-sociais. Isso demonstra que, paulatinamente, o patrimônio brasileiro tem seu reconhecimento e integridade, infelizmente, comprometidos.

Portanto, é inferível que cabe ao IPHAN e a outros órgãos de preservação cultural, como o CONDEFAT, órgão responsável por preservar e tombar bens culturais no Rio de Janeiro, a proteção desses patrimônios históricos por meio de ações educativas visando a conscientização da população sobre a importância dos acervos brasileiros. Assim, tal ação irá cumprir com sua finalidade de atenuação dos prejuízos causados aos patrimônios históricos e diminuindo o impacto que esse mal traz à sociedade.