Os desafios para a redução da jornada de trabalho e para a garantia de qualidade de vida aos brasileiros

Enviada em 01/09/2026

A Constituição Federal de 1988, assegura que é dever do Estado promover o bem a todos e reduzir as desigualdades sociais no país, apesar disso, o aumento da jornada de trabalho vem gerando impasses no bem-estar físico e mental da sociedade brasileira. Com isso, percebe-se que a busca pelo lucro a qualquer custo, junto com a falsa ideia de superioridade dos empregadores, alimenta a extensão da carga horária. Desse modo, é necessário discutir sobre o capitalismo explorador e a mentalidade de dominação dos chefes sobre os trabalhadores.

Inicialmente, a lógica capitalista prioriza o acúmulo de capital sobre a saúde e o tempo de descanso da população brasileira. Nesse sentido, a música “Xibom bombom”, do grupo “As meninas”, crítica a desigualdade econômica ao afirmar “O de cima sobe e o de baixo desce”. Paralelamente a isso, a recusa das grandes empresas em reduzir a jornada de trabalho reflete na lógica de que a elite patronal aumenta seus lucros à custa do esgotamento da classe trabalhadora, que permanece sem tempo de lazer e qualidade de vida. Dessa forma, a precarização do tempo livre é aumentada, comprometendo a sanidade mental dos proletariado.

Ademais, a cultura do excesso de trabalho reflete o desejo de controle absoluto dos patrões sobre o tempo e a vida dos seus funcionários. Sob essa óptica, o filme “Que horas ela volta” evidencia uma hierarquia rígida, entre a personagem Val e a sua chefe, em que a vida pessoal da funcionária é sufocada pelas exigências da patroa. De maneira análoga a ficção, essa lógica ainda está presente nos chefes atuais, que enxergam a diminuição do expediente como uma perda do seu poder e não como um direito do empregado. Consequentemente, a classe trabalhadora perde suas vivências pessoais por conta da mentalidade autoritária dos patrões.

Em suma, é notório que os capitalismo exagerado e a falsa ideia de superioridade dos empregadores prejudica a redução da jornada de trabalho. Portanto, cabe ao Estado, em parceria com o Poder público, promover campanhas de conscientização e a fiscalização de políticas públicas, por meio das redes sociais e do ministério da justiça, a fim de combater a precarização do expediente de trabalho e garantir maior bem estar da sociedade brasileira.