Os desafios para a redução da jornada de trabalho e para a garantia de qualidade de vida aos brasileiros
Enviada em 20/10/2026
Desde a Grécia Antiga, o filósofo grego Aristóteles discursava sobre a importância de políticas públicas na sociedade. Hodiernamente, há um subfinanciamento no setor da ciência e tecnologia no Brasil, dificultando assim a redução da jornada de trabalho. Nessa perspectiva, faz-se mister analisar tal quadro intrinsecamente ligado a aspectos socioeconômicos.
Primeiramente, vale destacar que segundo a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º, é garantia de todos os cidadãos o direito a igualdade. Sob esse âmbito, faz-se necessário extinguir o abismo que há entre o reconhecimento de um direito e a sua devida concretização. Paralelamente a isso, há uma escassez de investimento estatal em modernização tecnológica, fazendo com que empresas permaneçam em métodos arcaicos e dependentes do tempo exaustivo do trabalhador para gerar lucro.
Convém ainda destacar, que de acordo com o filósofo Aristóteles, “a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade.” Dessa forma, é fundamental criar estratégias justas e igualitárias que venham favorecer os trabalhadores. Assim como houve resistência para abolição da escravatura, as empresas atuais resistem para reduzir a jornada de trabalho, sob o pretexto de ter um colapso na economia. Porém, com subsídios e tecnologias acessíveis, os empregadores podem mudar essa realidade.
Portanto, é imprescindível que o governo desenvolva políticas públicas para reduzir a jornada de trabalho, como investimento no setor de ciência e tecnologia, por meio de subsídios para a automatização de processos dentro das empresas, além de palestras de conscientização, - uma vez que ações coletivas têm imenso poder transformador - a fim de que os direitos garantidos na Costituição sejam concretizados, alcançando assim a igualdade entre os brasileiros, uma sociedade mais justa e a harmonia aristotélica.