Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 05/02/2021
Durante a ditadura militar no Brasil do ano 1964 a 1985, os governos reprimiam todas as opiniões contrárias ao regime. Nesse contexto, muitos grupos excluídos socialmente, pintavam locais públicos como forma exteriorizar suas opiniões e sentimentos. Por isso, é crucial valorizar a arte urbana pela sua história e resistência. Logo, vale discutir acerca da marginalização vivenciada por estes artistas e os limites que devem ser impostos a essa arte.
A princípio, é preciso apontar a discriminação social como principal incentivador do desprestígio à arte urbana. Em análogo, de acordo com pesquisas realizadas pelo instituto Datafolha em 2019, 30% dos entrevistados afirmam ter sofrido preconceito social. Generalizar em questões de ética e moral outros indivíduos apenas por pertencerem a certo grupo social, é um problema histórico que necessita ser desestruturado pelos meios influenciadores do povo.
Entretanto, limites devem ser impostos a esses tipos de pintura, uma vez que podem adquirir caráter destrutivo e danificar patrimônios públicos. Em análogo, segundo o filósofo inglês, Herbert Spencer, " A liberdade termina, onde começa (a liberdade) do outro". Portanto, ao aplicar a ideia ao tema, a arte de rua deve ser incentivada desde que não prejudique bens materiais ou outras pessoas.
Por fim, é essencial que a mídia e escolas, difusores de informação e opinião, abordem as expressões culturais com orgulho e admiração, por intermédio de palestras e discussões interativas, de modo a mobilizar a população a lutar contra essas discriminações. Ademais, é necessário que o poder legislativo junto ao público contenha crimes camuflados de arte, por meio de punições severas contra essas condutas, para desmotivar possíveis infratores. Assim, o Brasil terá maturidade quanto a arte urbana.