Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 09/02/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 5 ° que todos são iguais perante a lei, garantindo-se, a liberdade e a igualdade como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se repercutido com ênfase na prática quando se observa os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil, dificultando, dessa maneira, a vulgarização desse direito social tão importânte. Diante dessa visão faz-se indispensável a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeiro lugar, é importante destacar a ausência de medidas governamentais para combater o preconceito e a discriminação em relação à arte urbana. Nesse sentido, os artistas continuam sofrendo preconceito e acusação de vandalismo, e a cada vez menos pessoas se interessam pela arte que revela expressões através da pintura. Seguindo as ideias de Aristóteles, filósofo grego, essa conjuntura não favorece a arte de rua, visto que, “A política tem como função preservar a integração entre os indivíduos da sociedade”, privando dos cidadãos direitos como a liberdade e igualdade.

Ademais, é fundamental apontar a falta de conhecimento como impulsionador do preconceito e discriminação contra artistas no Brasil. Segundo obiviousmag.org, ainda na década de 2000, foi aprovada a lei 706/07 que legaliza a arte urbana no Brasil. Diante disso, fica claro o desconhecimento legislativo da população, e como consequência muitos ainda praticam o preconceito e discriminação em objeção a arte.

Portanto, é preciso que esses obstáculos seja combatidos. Para isso é necessário que o governo desenvolva campanhas para incentivar a busca pela informação e a disseminação da arte urbana, por meio de propagandas em redes sociais e emissoras de televisão - as campanhas devem destacar a importância de conhecer as leis brasileiras e expor a beleza das artes urbanas - a fim de dismistificar o vandalismo das artes de rua. Assim se consolidará uma sociedade mais igualitária.