Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 13/02/2021
No documentário “Pixo”, é descrito um cenário no qual os pichadores e grafiteiros sofrem forte opressão da elite social pelo seu modo de manifestação artística. Da mesma forma, no atual contexto brasileiro há um panorama semelhante, pois, seja pela repressão ou pelo preconceito, esse modo de arte não é valorizado. Desse modo, é essencial a intervenção Estatal, de modo a incitar o reconhecimento dessa importante expressão cultural.
Em primeira análise, vale frisar que esse impasse é consequência direta da desvalorização do próprio Estado. Em 2017, o atual governo de São Paulo João Doria criu o projeto “cidade limpa”, com o objetivo de cobrir o que era considerado vandalismo e poluição visual. Desse modo, é visível a presença de uma elite opressora que busca impedir que os oprimidos se manifestem contra um sistema desigual que busca sempre a exploração.
Em segunda análise, o forte preconceito da sociedade em geral também corrobora para a persistência do problema. Nas instituicões de ensino, por exemplo, é ensinado um modelo artístico europeu que constroi um esteriótipo de arte estremamente prejudicial ao indivíduo, pois ele passa a ver a arte urbana como vandalismo e poluição visual. Assim, é necessário que esse tipo de expressão artística também seja ensinada nas escolas, com o intuito de quebrar esses padrões.
Em face do exposto, portanto, é necessário que o Ministério da Cidadania, por meio de verbas governamentais, crie projetos escolares que visem a valorização da arte urba no Brasil. Essas novas propostas devarão ser encaminhadas aos professores, com materiais didáticos específicos que abordem essa temática, a fim de que os esteriótipos de arte sejam quebrados e que os discentes passem a dar mais reconhecimento a arte urbana. Somente assim, o panorama retratado no documentário não sera mais tão comum no contexto brasileiro.