Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 13/02/2021

O pinto Van Gogh produziu inúmeras pinturas, dentre elas a “Noite Estrelada”, que é lembrada e admirada até os dias atuais. Por outro lado, a arte urbana não recebe tal valorização, mesmo que disponha das mesmas dificuldades de produção que artistas renomados enfrentaram. Dessa forma, é notável que o problema se dá pela relação de preconceito com as classes mais pobres e pelo enaltecimento da cultura europeia.

Primeiramente, observa-se o descaso da população marginalizada, a qual não tem suas expressões artísticas devidamente contempladas. Isso porque as demais classes sociais têm preconceito com esse povo e, ainda, se sentem superiores a esse. Assim, a arte mais valorizada será sempre a de grupos sociais mais altos.

Ademais, é claro o prestígio que pintores europeus recebem do Brasil. Dessa maneira, segundo Platão, “O homem não é nada além daquilo que a eduação faz dele”. A partir dessa análise, pode-se concluir que o pensamento do filósofo reforça o papel da educação no reconhecimento da arte, de forma que o indivíduo brasileiro é mais eurocêntrico, uma vez que a arte de rua não é ensinada e explicada em escolas.

Portanto, nota-se a importância de que medidas sejam tomadas a fim de solucionar o impasse. Logo, é dever do Ministério da Educação propor, por meio de investimentos, a implantação de aulas de arte voltadas para pinturas urbanas; essas deverão ser ministradas de forma a valorizar esse tipo de arte e estimular os alunos a praticarem, para que, assim, aprendam a dar valor à arte brasileira e marginalizada. Só assim, a valorização de obras de rua será, finalmente, adequada.