Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 16/09/2021

Diante do contexto histórico, o grafite é uma forma de arte urbana que surgiu na cidade de Nova Iorque em 1970, que foi usada como forma de manifestações e revoltas, contra injustiças acontecidas na sociedade da época. Arte como essa que evoluiu com novas técnicas e desenhos em muros das cidades. Apesar que, para muitos, o grafite é considerado vandalismo e violência, o mesmo é considerado uma forma de arte que deve ser valorizada e preservada na sociedade contemporânea. Semelhante ao tal fato histórico, desafios podem ser percebidos, quanto a questão da valorização de arte de rua no brasil, visto que o mesmo é uma forma de comunicação das pessoas em relação aos problemas sociais, ambientais, políticos e econômicos existente na sociedade. Isso devido a fatores como a falta de apoio governamental e ignorância por parte da população.

Em primeiro lugar, deve frisar os motivos pelos quais há um grande debate relacionado a valorização de arte urbana no Brasil. Apesar que, muitos marginalizados utilizam o grafite como protestos, atualmente ela é vista como arte, liberdade de expressão e empoderamento das cidades. Dessa forma, o site desartes, mostra o artista Felipe Yung, que criou uma intervenção artística na cidade de São Paulo com temas aquáticos da Amazônia, tentando sensibilizar a população com o assunto e a preservação do meio ambiente e aos animais. Dessa maneira, a intenção do artista demostra como a arte de rua deve ser valorizada, visto que o mesmo está sendo utilizada para a tentativa de melhorar a sociedade diante dos problema enfrentados.

Faz-se mister, ainda, salientar o preconceito praticado pela sociedade, a ignorância da população em  não quebrar esteriótipos em relação a arte urbana e a falta de apoio governamental dada a esses entraves como impulsionador do problema. Segundo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da ‘‘modernidade líquida’’ vivida no século XXI.Diante de tal contexto, é impossível ter progresso e mudança no atual quadro, caso esses problemas venham continuar existindo ou se sobressaindo.

Infere-se portanto, que o problema precisa ser resolvido. A começar, cabe ao Estado que por meio do poder legislativo e de verbas, apoiar os artistas de rua, protegendo contra qualquer ato de violência contra o mesmo, de modo a promover o respeito ao próximo, além da valorização da arte urbana e a liberdade de expressão. Ademais, a mídia deve ajudar com propaganda de grande impacto, que sensibilizem a população a quebrar estereótipos sobre o grafite, além de estimularem os artistas a usar a arte urbana para promover a empatia e melhorias sobre os problemas existentes na sociedade. Por fim, o objetivo é propor melhorias para que o problema não perpetue.