Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 16/02/2021
O grafite surgiu na década de 1970 em Nova Iorque, quando jovens deixaram frases e desenhos nas paredes da cidade. Essa forma de arte, assim como outras, não são valorizadas no Brasil devido à ignorância da população juntamente à falta de incentivo governamental e ao desconhecimento sobre sua importância.
Primeiramente, a arte urbana é vista como vandalismo por muitas pessoas principalmente por ser confundida com piches de rua. De fato, o ódio cultivado por pichações, limita a visão da verdadeira arte urbana, fazendo com que um pensamento errôneo seja perpetuado entre indíviduos. Além disso, existe um baixo estímulo por parte do governo e de empresas privadas que, além de não contratar artistas de rua para realizar artes em propriedades, proíbem que esta seja feita de forma gratuita devido ao mesmo pensamento de depredação.
Outrossim, é importante saber que os artistas de rua possuem um grande papel social na vida das pessoas, porque além de melhorar a cidade visualmente, pode trazer mais alegria para as pessoas através de cores e formas que despertam sentimentos bons. Ademais, esse tipo de arte, como o grafite, é uma forma de comunicação contemporânea informal, que deixa mensagens de caráter político e social nas ruas, trazendo importantes reflexões e sendo uma forma de expressão.
Portanto, o Ministério da Educação deve proporcionar o conhecimento sobre e a desconstrução do pensamento improcedente sobre a arte urbana, através de programas a serem implantados nas escolas de ensino fundamental. Esses programas deverão ser aplicados através de aulas, gincanas ou palestras que mostrem a arte de rua e incentivem sua propagação. Logo, a arte de rua será verdadeiramente valorizada, uma vez que a sociedade saberá desde cedo sua importância.