Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 18/02/2021
Em seu livro “utopia”, Thomas More imagina uma sociedade esclarecida, em que todos são capazes de participar ativamente de um processo transformador de conscientização. Diante disso, é lícito afirmar que, no que concerne valorização da arte urbana, o Brasil está distante do ideal de more, pois o país ignora medidas que potencialmente aumentariam a aceitação dessa arte. Em vista disso, faz-se necessário, desvendar as origens e analisar as consequências dessa problemática, a fim de propor alternativas para diminui-la.
Segundo o filósofo clássico Platão, a beleza está pautada no mundo das ideias, que é independente do julgamento humano. Sua crítica era persistente as artes que se limitam em “copiar” a natureza, já que as mesmas afastavam o homem da beleza verdadeira. Nesse mesmo contexto, de certa forma limita o enriquecimento cultural nacional, pois todas as áreas do conhecimento, necessitam de uma base para ter um desenvolvimento satisfatório, tanto em publicidade, como entretenimento, e se as únicas artes valorizadas, são aquelas que pensam dentro do padrão, limitará o potencial criativo que permitiu a sociedade progredir até o presente momento.
Outrossim, a falta de respeito e criminalização social da arte urbana se deve ao fato, de a sociedade em questão, limitar pequenos tópicos como artes, qualquer coisa que saia desse “status quo”, que é tida como a ordem vigente, é visto como inaceitável. Outro ponto que dificulta a valorização é a falta de reconhecimento financeiro perante outros setores que poderiam contratar esse tipo de arte, pois como é banalizada, não há uma base de valorização financeira adequada.
Em síntese, dadas as condições, cabe ao ministério da cultura, alinhado à agências dos trabalhadores, fazer um levantamento, das pessoas que vivem ativamente nesse ramo, para encaminhar essas pessoas a serviços publicitários e midiáticos, além de promover palestras mostrando o potencial da arte urbana.