Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 23/02/2021

Na pré-história a arte era utilizada para expressar o cotidiano das primeiras civilizações, já na atualidade pode ser manifestada como crítica aos problemas enfrentados na sociedade hodierna. No entanto a falta de informação da população e a associação do grafite como marginalidade têm gerado desafios para a valorização da arte urbana no Brasil.

Primeiramente, vale ressaltar que a falta de investimento do Governo Federal na cultura brasileira, gera a desinformação e o desinteresse dos cidadãos as diversas formas de expressar a arte. Segundo João Paulo segundo, as obras de arte falam de seus autores, introduzem no conhecimento de sua intimidade e revelam a original contribuição que oferecem à história da cultura, ou seja, para se conhecer um artista, necesita-se da exposições de suas obras, para que a população tenha conhecimento e se informe sobre determinado tema ao qual o artista estará retratando.

Além disso, em 2017, o ex prefeito de São Paulo João Doria,  tomou uma iniciativa com o projeto cidade linda, onde mandou pintar de cinza todos os grafites que estavam na avenida 23 de maio, desprezando totalmente as obras dos artistas de rua. A errônea ideia de associar o grafite a marginalidade está presente no Brasil desde a década de 70, pois como uma forma de protesto a ditadura militar, os grafiteiros pichavam os muros da cidade criticando o governo autoritário, que foi restringida por conta da censura.

Portanto, urge ao Governo Federal juntamente com a parceria de alguns artistas, fazerem exposições de obras gratuitas, para que toda a população brasileira possa ter acesso a arte e também conhecer um pouco mais da cultura do grafite, com o intuito de combater a falta de informação e ao pré-conceito criado a essa forma de se expressar, a fim de que a arte possa ter sua devida valorização histórica e cultural.