Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 28/02/2021
Mesmo sendo relativamente recente, a arte urbana percorreu um longo caminho até chegar onde está. Surgida na década de 70, no Brasil, o preconceito sofrido por seus artistas esteve presente desde o “berço”, entretanto, ao longo do tempo, apesar de ter conquistado um valor imprescindível como patrimônio cultural brasileiro, infelizmente é notável a ideia de marginalização que ainda a acompanha.
Um desenho num muro, uma dança de rua, uma famosa “estátua viva” ou até mesmo um cartaz: todos são arte urbana, e essa variedade de representações prova que ela é extremamente diversa, limitada por nada. Contudo, quantos de seus artistas são respeitados? Quantos filhos conseguem falar com confiança a seus pais que são artistas de rua? Pouquíssimos. Por que? Pelo velho estigma associado a esse trabalho.
Quantas vezes o grafite, uma verdadeira e importante arte, é igualado ou confundido com a pichação (um crime)? inúmeras. E esse “simples” erro com certeza entristeceria aqueles artistas da década de 70, que aguentaram tudo, apenas para espalhar sua arte, com fé de que seus sucessores poderiam fazer o mesmo, mas com a sociedade ao lado deles. Afinal, as obras podem até evoluir, mas se a ignorância permanece, pouco adianta.
Tendo em vista esse cenário deplorável, e com consciência da importância cultural que a arte urbana possui, vê-se necessária uma aliança entre o Estado e as escolas, numa campanha na qual os professores discutiriam o assunto com os alunos, e folhetos informativos (providenciados pelo governo) seriam distribuídos no ambiente escolar e nas ruas. Através da adoção dessas medidas, o Brasil será um país melhor, graças a diminuição do preconceito, construído e mantido desde muito tempo atrás.