Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 28/02/2021

“Temos a arte para não morrer da verdade”. Citado por Friedrich Nietzsche ao se referir a arte como um meio de representar a vida de uma forma mais transparente. Partindo para a atualidade do Brasil, é perceptível ainda uma grande desvalorização da arte nos grandes centros urbanos como forma de relatar problemas sociais vigentes no território. A partir desse contexto é fundamental pontuar um entrave presente na esfera política que não permita essa valorização, bem como na esfera social.

É inegável notar, primeiramente, que o Brasil possui uma visão retrógrada sobre a arte urbana, visto que em pleno século XXI há uma visão conservadora do âmbito artístico . Tal questão pode ser justificada pela falta de representatividade pública que estimule a prática da arte e a sua valorização, assim como o reconhecimento de quem a realiza, por gerar mudanças na forma em que o indivíduo busca lidar com situações cotidianas, proporcionando uma análise da realidade. Um exemplo dessa desvalorização foi a extinção do Ministério da Cultura, em 2019.

No que tange, ainda, ao meio social, é notório a banalização dos problemas como uma barreira para difusão da arte urbana . Isso acontece porque há enraizada na sociedade uma percepção romantizada dos indivíduos em relação a atualidade, na qual o mesmo não busca transformações e continua vivendo em um país em que a  desigualdade social e o preconceito com esse tipo de arte cresce exageradamente.

Portanto, é fundamental que o Poder Executivo Federal, mas especificamente Secretaria da Cultura promova a valorização da arte urbana como transformadora social. Tal iniciativa pode ocorrer por meio  da criação de um Projeto Nacional de Incentivo a Arte Urbana, por meio do estimulo a pinturas de prédios abandonados nas capitais brasileiras, a fim de dar mais vida ao local e assegurar o direito garantido na Constituição.