Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 27/02/2021
No início do século XX, as escolas e movimentos modernistas surgiram como forma de “protesto” ao padrão Clássico e, em sua maioria, foram duramente criticados por isso. Assim como o Modernismo, a arte urbana surge para revolucionar. Não seguindo padrões estéticos, ela é usada como forma de expressão social. Mas o diferente “assusta” e, ainda hoje, há um estigma sobre ela.
Primeiramente, muitos ainda enxergam a arte urbana como uma forma de vandalismo. Ela é vista como uma característica da desordem, da “sujeira” da cidade, e não com seu verdadeiro propósito: um modo de comunicação da sociedade. Essa visão vem de preceitos antigos, de quando a arte “precisava” seguir um padrão, quando uma fachada grafitada seria vista como ato de rebeldia. Por ser uma expressão de arte “fora do comum”, muitos não a valorizam.
Ademais, a arte urbana é legalizada no Brasil. Desde de março de 2009, quando foi aprovada a lei que descriminaliza a arte de rua, artistas usam seus talentos para propagar a cultura brasileira pelo país. Ainda assim, é discriminada e, para alguns, não é considerada arte.
Portanto, é necessário o incentivo à desconstrução dessa concepção de que arte urbana não é arte. Para isso, cabe a Secretaria Especial da Cultura promover a valorização dessa arte, por meio de ações que estimulem a feitura dela em pontos estratégicos das cidades e representando a cultura do país, de modo que tanto os próprios cidadãos brasileiros, como turistas de outras nacionalidades, tenham acesso a admirar as obras.