Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 27/02/2021
No Brasil, em 1922, ocorreu a Semana de Arte Moderna, no qual os artistas daquela época apresentaram novas ideias e conceitos artísticos que revolucionaram a arte cotidiana. Atualmente, novas expressões e novas funções foram atribuídas à arte, mas, infelizmente, ainda há desafios para valorizar a arte urbana no Brasil, seja pela negligência do Poder Público, seja pela pouca atuação escolar.
Diante desse cenário, é válido ressaltar que o Governo já atua no combate aos entraves para a valorização da arte urbana, por exemplo, com a criação do Programa Nacional de Apoio à Cultura (PRONAC), no entanto, muito ainda precisa ser feito. Devido aos desvios de verba, fica difícil haver investimentos financeiros assíduos que possam arcar com as despesas para criar políticas públicas que facilitem a visibilização dos artistas no corpo social, como, investir no ramo midiático para criar propagandas televisivas que busquem informar e incentivar a população a prestigiar a arte. Além disso, há a ausência de investimentos para melhor remunerar os artistas e não há verbas para a criação de espaços culturais, por exemplo, teatros, galerias e exposições de artes para melhor assistir essa parcela. Logo, a carência de verbas para criar centros culturais, no ramo midiático e a ausência de uma remuneração devida, essa minoria se torna marginalizada pela sociedade e fica desassistida e esquecida pelos governantes.
Outrossim, a pouca atuação escolar fomenta os problemas para valorizar a arte citadina. Apesar da Arte ser uma disciplina obrigatória segundo a Lei de Diretrizes e Bases, o cenário visto nas instituições de ensino é entristecedor. Por conta do despreparo profissional dos docentes, fica difícil criar aulas dinâmicas e atrativas que possam despertar o interesse dos discentes, e por isso, os alunos ficam sem desenvolver um conhecimento mais visceral sobre as diferentes formas de arte. Em suma, devido aos educadores despreparados, os estudantes não conseguem se interessar pelo assunto de forma aplicada e tornam-se “leigos” para debater sobre as diversas formas de se manifestar artisticamente. Portanto, faz-se necessário que o Governo invista, ainda mais, verbas no salário dos artistas e na criação de centros culturais, como, teatros e galerias com estruturas acessíveis para lidar com as necessidades dessa parcela. Também é importante que se invista nos recursos midiáticos, como, rádios, propagandas televisivas e afins para dar uma maior visibilidade a esse grupo e nortear a população acerca da arte e incentivar o seu prestígio. Ademais, é necessário que as escolas busquem contratar professores mais qualificados para que os estudantes sejam estimulados a entender e a praticar arte, para que, somente assim, os desafios para a valorização da arte urbana brasileira sejam atenuados.