Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 26/02/2021
De acordo com o pensamento “complexo de vira-latas” do escritor brasileiro Nelson Rodrigues, os brasileiros se colocam voluntariamente em posição inferior ao restante do mundo. Nesse sentido, o complexo impede a valorização da arte urbana nacional, visto que, se considerando inferior, há um enaltecimento apenas da cultura internacional e um preconceito por artes conterrâneas, ja que não existe o reconhecimento das mesmas por parte de uma parcela da população.
Em princípio as artes urbanas por muitas pessoas são taxadas como formas de marginalização e vandalismo, principalmente porque é representada por pessoas que vivem na margem da sociedade elitizada e por muitas vezes defendem causas sociais, como a desigualdade social e as vivências da população mais pobre do país, ignoradas por grande parte da classe privilegiada, e daí surge o preconceito pelas expressões artísticas feitas pelos artistas de rua.
Apesar da discriminação que esses grupos de artistas recebem, é notório cada vez mais uma aceitação das artes urbanas pelas grandes cidades do brasil, principalmente o grafite que pode ser encontrado em paredes, prédios, ou muros de diversos municípios, embelezando e concedendo cores aos ambientes. Segundo o sociologo Herbert José, um país nao muda pela sua economia, política ou ciência, e sim por sua cultura. Nesse contexto, se entende que, a sociedade brasileira necessita valorizar suas artes, meios culturais, artistas urbanos e deixar os preconceitos de lado para se ter um país evoluido e igualitário.
Portanto, para contornar os desafios de uma aceitação dessas artes por parte de alguns individuos é imprescidível um processo de aculturação da população. Se faz necessário ações da mídia para executar campanhas com o objetivo de desconstruir pensamentos descriminativos e as escolas criarem projetos pedagógicos que trabalhem com os alunos a valorização e abrangência dos conhecimentos artísticos de sua nação.