Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 28/02/2021
No documentário “Pixo”, é possível notar muitos desafios enfrentados pelos pichadores, entre eles a marginalização e o preconceito, relativos à forma de arte que praticam. Assim como no documentário, percebe-se o quanto a arte urbana é desvalorizada no Brasil, enfrentando diversos desafios para ocupar seu lugar na sociedade. Sendo assim, é necessário discutir o preconceito contra a arte urbana e a falta de informação sobre esse tipo de arte, dificultando sua valorização.
O preconceito contra a arte urbana, ainda está muito presente no Brasil. Durante o Regime Militar, as pichações iniciaram como forma de protesto ao governo da época, e foram fortemente reprimidas. Bem como ocorreu no passado, a arte urbana é, frequentemente, utilizada como forma de protesto contra, principalmente, problemas sociais, como a desigualdade. Por ser uma arte utilizada, em sua maioria, entre pessoas marginalizadas da sociedade, ela enfrenta muito preconceito, vista como vandalismo, crime, e tentando ser reprimida.
A falta de informação sobre a arte urbana tem grande papel em sua desvalorização. O artigo 225 da Constituição Federal de 1988, coloca como dever do Estado a garantia de liberdade no exercício da arte e o apoio às diversas manifestações culturais. Assim, a arte urbana, é uma forma de expressão, comunicação e embelezamento da cidade, que visa incluir arte no cotidiano do povo, sem precisar ir à um espaço privado ou pagar por isso. Para saber disso, é fundamental informações e, consequentemente, apoio à essa manifestação cultural, contribuindo para a diminuição do preconceito e aumento da valorização dessa arte.
Portanto, é preciso divulgar informações sobre essa forma de arte, durante aulas e oficinas, promovidas por escolas públicas e particulares, para informar, amenizar significativamente o preconceito e contribuir para a valorização da arte urbana no Brasil. Diminuindo assim, muitos desafios enfrentados pelos artistas de rua, como os mostrados em “Pixo”.