Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 01/03/2021
A semana da Arte Modena, em 1922, causou diversas reações controvérsias ao público elitista brasileiro, para o escritor Monteiro Lobato, como obras ao se caracterizavam como uma bagunça de sentido. Esse panorama, auxilia na análise, dos desafios para a valorização da arte urbana no Brasil, visto que, historicamente uma sociedade, marginaliza o corpo social minoritário, promovendo assim a falta de apoio da população e do Estado para os artistas urbanos, dificultando o rompimento de pensamentos arcaicos em relação às formas de expressão artísticas. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que contribuem para esse quadro, além de o papel das escolas para a inserção desse novo estilo.
Em primeiro plano, evidencia-se que de acordo o art. 216, inciso III da Constituição Federal de 1988, constitui como patrimônio cultural brasileiro os bens materiais e imateriais, assim como criações científicas, artísticas e tecnológicas também são inclusas merecendo proteção especial do Poder Público. Entretanto, em 2017, o prefeito da cidade de São Paulo João Doria, inicia o movimento “maré cinza”, apagando diversos grafites e pichações na avenida 23 de Maio, acarretando uma série de funcionamento com os grafiteiros em questão. Embora, exista a Lei n. 12.408, de 25 de maio de 2011, que busca “descriminalizar” o grafite, é de extrema necessidade a valorização do Estado e da população pois os desenhos refletem a representatividade de um povo, que é marginalizado, além de embelezar o local que antes não chamava á atenção.
Outro ponto relevante, é a forma de como é abordado nas escolas, desde do período pré-histórico, observamos manifestações artísticas que datam o momento na qual o individuo viveu, e o desenrolar de sua existência como a arte se transformou.
Contudo, pouco é falado sobre arte urbana, nos conteúdos programáticos escolares, vale saliente que a pichação no período da ditadura militar, apesar de seu um crime, era a forma de expressão da massa contra o governo atual, e que deveria ser enfatizada como uma forma de romper com os preconceitos sociais e padrões estéticos, assim como na semana de 22 da arte moderna. Logo, medidas são necessárias para proteger e valorizar a arte urbana no Brasil.
É fundamental, portanto, a criação de oficinas para a formação da população, por meio do Ministério da Cidadania em parceria com as secretarias de cada Estado, a informação e o aperfeiçoamento dessa arte. Ademais é necessário,