Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 24/02/2021

Na canção “roda viva” do compositor Chico Buarque, vê-se o eu lírico anunciando o desejo coletivo de ter “voz ativa” diante de quadros sociais negativos do Brasil de 1968. Contudo, na atualidade, pontua-se, que tal anseio vem sendo gradativamente reduzido, em parte da população, o que tem gerado problemas como os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil. Nesse prisma, é importante analisar essa questão no país.

Inicialmente, é válido ressaltar que o Poder Público mostra uma certa funcionalidade perante os desafios para a valorização da arte urbana. Isso porque existe um processo eficiente de elaboração das leis, uma vez que o ordenamento jurídico em vigor prevê, por exemplo, a lei 706/07 que descriminaliza a arte de rua e sua legalização também é realizada pelo consentimento dos proprietários de muros e fachadas grafitadas, o que tem estimulado uma maior inclusão dessa arte. Sendo assim, verifica-se que o governo vem assegurando o bem-estar de todos os cidadãos, demonstrando, dessa forma, o cumprimento do Contrato  Social teorizado pelo filósofo John Locke.                                                                Também, evidencia-se que aceitar a desvalorizção a arte é banalizar o mal. Porém, parte da sociedade tem apresentado certa apatia diante da ausência de conscientização social, uma vez que muitas pessoas sofrem preconceitos por praticarem a arte urbana, porque  geralmente a maioria desses cidadãos vem de periferias. A banalização desse problema pode ser explicada a partir dos estudos da filósofa Hannah Arendt, já que, em virtude de um processo de massificação cultural, as pessoas estão perdendo a capacidade de discernir o certo do errado.                                                                           Convém, portanto, ressaltar que os desafios para a valorização da arte urbana deve ser superada. Logo, é necessário exigir do Estado, por meio de debates em audiências públicas a ampliação das leis, para que sejam mais abrangentes, assim, as pessoas teriam liberdade maior. Ademais, é fundamental sensibilizar a população, via campanhas midiáticas produzidas por ONG’s, sobre a impotância de se adotar uma postura não resignada diante dessa problemática, potencializando, assim, a mobilização coletiva em prol da valorização da arte urbana, é imprecindível que as escolas discutam nas aulas de arte não somente sobre os autores famosos e reconhecidos, é importante também que seja discutido sobre a arte de rua, para reduzir o preconceito. Desse modo, tal como o desejo do eu lírico do Chico Buarque, seria possível alcançar “voz ativa”.