Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 24/02/2021

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão dos grafiteiros e pichadores contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esses grupos são vítimas de discriminação constante por executarem a arte de rua. Nesse contexto, ao se analisar a circunstância decadente dessa mazela, percebe-se que há desafios para a valorização da arte urbana. Logo, deve-se considerar sobre as implicações sociais desse entrave, tais como a insuficiência legislativa e o silenciamento.

A princípio, a ineficiência das leis colabora com esse grave cenário. A Constituição Federal de 1988 é a lei básica que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. Entretanto, essa alegação constitucional citada na Carta Magna não tem sido suficiente no que se refere a questão da valorização da arte urbana, visto que o Estado não tem cumprido seu papel no sentido de garantir a dignidade dos grafiteiros e pichadores, uma vez que são bastantes marginalizados pela sociedade brasileira e, infelizmente, vistos como vândalos. Assim, a negligência legislativa sobre o tema é um desafio para a devida valorização.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a falta de debate presente no problema. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como os dos desafios para a valorização da arte urbana no Brasil seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. Contudo, nota-se uma lacuna no que se refere aos desafios dessa mazela, que ainda é muito silenciada na atualidade. Dessa forma, trazer á pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação e valorização nele.

Portanto, medidas são fundamentais para atenuar esse quadro alarmante. É imprescindível, então, que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversas, por meio de debates e palestras sobre a valorização da arte urbana no Brasil. Tal ação deve contar com a presença de professores e especialistas no assunto, e devem ser abertos à comunidade - para que a escola cumpra seu papel social- e acompanhar material impresso para os alunos levarem para casa, a fim de quebrar o silenciamento em torno do tema, e alavancar a valorização nele. Ademais, o MEC em ação conjunta do Poder Judiciário, devem proporcionar palestras em escolas acerca do processo de elaboração e fiscalização das leis no Brasil para uma melhor valorização e respeito aos grafiteiros e pichadores, na prática, da arte de rua. Sendo assim, os desafios serão amenizados na modernidade, e a proposição de São Tomás de Aquino será concretizada.