Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 28/02/2021
Na década de 1970, em Nova York, alguns jovens começaram a disseminar a técnica que hoje é conhecida como grafite. Nesse sentido, atualmente, as formas de desenvolver as representações artísticas estão sendo mais corriqueiras, visto que muitos grafiteiros expressam denúncias sociais por meio das pinturas. Em contrapartida, essa técnica é marginalizada no Brasil, pois muitos indivíduos consideram como uma forma de vandalismo nos grandes centros urbanos. Desse modo, torna-se premente que o ocorra a valorização e a efetivação dos direitos que esses indivíduos possuem em propagar sua liberdade artística.
Em primeira análise, o grafite é uma forma de expressão, a qual o artista aproveita os espaços públicos, e assim, cria uma linguagem intencional para interferir na forma de pensar sobre uma crítica que é recorrente na cidade. Com isso, no ano de 2010, na cidade do Rio de Janeiro, ocorreu uma pichação no monumento do Cristo Redentor, o qual é considerado uma das sete maravilhas do mundo moderno. Diante disso, foi considerado como uma forma de vandalismo, e de acordo com o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, a Polícia Federal estava envolvida no caso e iria prender o que ele classificou como “criminosos”. Acerca desse acontecimento, é notável que além de ser visto como um crime, não existem lugares apropriados para que esses grafiteiros possam se expressar.
Ademais, a Arte Urbana é definida como uma arte visual, diferente das outras formas de expressões artísticas, uma vez que atinge um público amplo, e tem como principal objetivo decorar o ambiente urbano. Esses artistas apresentam conteúdo socialmente relevante, transmitido com valor estético, para atrair atenção a uma crítica que está sendo recorrente na sociedade. Dessa maneira, em 2009, foi aprovada a lei 706/07 que descriminaliza a arte de rua e ocorre a sua legalização com o consentimento do proprietário do muro e da fachada de prédio que está sendo embelezado. Contudo, ainda há a ocorrência de grafiteiros que realizam suas pinturas em locais inapropriados.
Depreende-se, portanto, que intercorra a valorização das variadas formas de arte urbana. Dessarte, o Ministério da Educação deve incentivar as escolas que transmitam aos alunos sobre a importância da expressão artística de forma livre nos grandes centros urbanos. Isso pode ser feito por meio de palestras que tenham como conteúdo principal esse fator, e dessa forma, atenuar que essas pessoas sejam consideradas como criminosas. Em paralelo, o Ministério da Justiça deve colocar a lei em prática, por meio da disponibilização de locais apropriados para essas pinturas, e assim, mitigar os casos de vandalismos em propriedades privadas.