Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 24/02/2021
A arte é apresentada de muitas maneiras e uma delas é a arte urbana, sendo muito comum nos grandes centros urbanos do nosso país. Esse tipo de manifestação artístitica surgiu e logo foi criminalizada, porque expressava a realidade dos integrantes das periferias e de grupos historicamente e politicamente marginalizados. Mas com o tempo, movimentos socias, coletivos de artistas e políticos que atuam ou oriundos dessa realidade lutaram por reconhecimento e hoje os desafios são de como valorizar essa forma de arte e de quem integra esse universo.
As origens dela são por volta da dácada de 60, eram rabiscos de grafites que deixavam mensagens/assinaturas de determinados grupos sociais, muitas vezes minoritários, ou gangues de ruas. Não à toa, que por muito tempo quem se expressava por esse meio era considerado vândalo e como surgiu num período de privação das liberdades e das garantias individuais, logo foi colocada na ilegalidade a sua prática; porque era muito comum elas terem um teor de crítica ao momento vivido, uma estética que chocava setores ultraconservadores e de denúncia das mazelas vividas pelas classes marginalizadas.
Mas com o passar do tempo as condições políticas do Brasil foram mudando, então começou-se a ter o entendimento que aquilo é uma forma de arte e que as viviam disso começaram a ser reconhecidos como profissionais, que a prática dela poderia servir de instrumento de integração, de revitalização do espaço urbano e de chamar a atenção das pessoas para locais ou equipamentos públicos que não eram tão atrativos do ponto de vista estético. E graças a evolução do grafite, dele surgiram outras formas de arte urbana com objetivos distintos, muito em função do contexto e do público almejado que ampliaram a expressão cultural das cidades.
Mediante ao que foi exposto anteriormente e mesmo com as mudanças positivas que ocorrem ao longo do tempo com a arte urbana, há a necessidade de se estabelecer políticas públicas de valorização dessa expressão artística e dos seus profissionais. Por exemplo, criando centros de formação que poderiam surgir de parcerias entre os Governos com as associações ou empresas do setor privado, com intuito de oferecer a jovens a oportunidade de aprender e a mestres a de ensinar, assim criando uma cadeia de produção e inovação que garantam a eles viverem da arte. Mas isso tudo amparado com leis e diretrizes, criadas pelo legislstivo em consonância com os segmentos sociais diretamente ligados, que destinem recursos para o subsídio para esse tipo de atividade.