Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 28/02/2021

O filósofo Aristóteles afirmava que a função da arte era a de provocar “catarse”, ou seja, despertar emoções no ser humano. Sob tal ótica, a arte urbana, além de transmitir emoções, faz críticas socias e é de grande prazer estético para as ruas. Entretanto, esse tipo de arte enfrenta desafios para sua valorização no Brasil, tais eles: o preconceito enraizado com essa expressão artística e a desvalorização dos artistas de rua.

Em primeiro lugar, é de caráter revoltante a discriminação e perseguição sobre as artes urbanas, haja vista, essas enriquecem a sociedade brasileira e a paisagem de suas cidades. Nesse viés, o filósofo Platão, em seu diário socrático " A República", afirma que só é possível conhecer a realidade quando há liberdade das influências sociais e culturais. Nesse sentido, conclui-se que os preconceito enraizados na sociedade são obstáculos ao livre desenvolvimentos dos artista e essa repressão sobre a expressão artística impede que tal arte seja valorizada como deveria. Logo, enquanto houver preconceito enraizado, os desafios para valorização da arte urbana na sociedade nacional irão perdurar.

Ademais, é nótorio o desprezo do corpo social brasileiro a respeito dos artistas de rua. Nesse contexto,  durante o Renascimento, na Itália, a arte ganhou um vasto espaço no mundo moderno e, com grande relevância os Mecenas, que eram burgueses que financiavam os artistas, com esse financiamento a Europa iniciou um impactante processo artístico que influenciou o mundo contemporâneo. Nessa perspectiva, com ajuda e valorização dos artistas, na Itália, a arte conseguiu se sobressair e torna-se influência para o mundo, porém, na sociedade brasileira ao invés de valorização, os artistas de rua enfrentam desprezo tanto da população como do governo. Portanto, é indubitável que os artistas de rua sejam reconhecidos e assim a arte urbana brasileira seja de suma relevância no país.

Em suma, medidas precisam, peremptoriamente, ser tomadas para por fim nos desafios para valorização da arte urbana no Brasil. Para tanto, a sociedade junto com as escolas, por meio de projetos socioculturais a respeito da arte urbana, devem instituir a importância da arte, como ela é expressa nas ruas e quais cunhos ela pode abordar, como na ditadura militar onde houve uma forma de expressão nas paredes e atualmente são de relevância histórica, a fim de que o preconceito enraizado seja acabado e prevaleça o reconhecimento das artes de rua. Outrossim, é dever das Secretarias de cultura a proteção e investimentos dos artistas de rua, visto que, de acordo com o escritor Ernerst Fischer “A função da arte não é passar por portas abertas, mas a de abrir portas fechadas.”, ou seja, com a valorização dos artistas haverá grandes oportunidades para os mesmos. Assim, a arte urbana poderá transmitir “catarse” e não houverá discriminação ou desvalorização.