Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 28/02/2021
“Há uma pedra no meio do caminho;no meio do caminho há uma pedra”, no trecho de Drumond faz referência aos obstáculos. Não diferente da realidade, na qual ainda persiste inúmeros desafios para a valorização da arte urbana intensificado seja pela, falta de espaço na mídia seja pela visão marginalizada sob a arte de rua.
Em primeiro plano,a arte urbana ou street art refere-se as manifestações artísticas desenvolvidas no espaço públicos, na qual abrange várias modalidades. No entanto, o espaço ofertado pela mídia para estes movimentos ainda são relativamentes pequenos. Isto porque as mídias oficiais tendem a ocultar algumas dimensões da street art, tal como a sua sociabilidade e natureza política, tendo em vista que a arte de rua permite a criação de novos sentidos sociais,ou seja,estas modalidades de ação pode subverter a ordem vingente na sociedade e na política. Assim, ocultar as dimensões da arte é uma forma de conter estas proposta de articulações dos ’novos valores culturais’. Desse modo, é mais fácil enxergar a arte urbana como uma poluição estética das cidades do que atribuir alguma visibilidade aos artistas. Logo, precisa-se abrir mais lugar para a arte em grandes veículos midiáticos
No Brasil, a arte de rua surgiu no fim da década de 70, mais precisamente o movimento grafiteiro, onde com advento da ditadura militar foi considerado uma arte marginalizada. Isso pois, a maioria das manifestações artísticas (grafites) com críticas sociais em vias públicas eram realizadas sem autorização prévia do responsável pelo espaço. Além disso, a ‘maioria’ dos artistas tem raízes periféricas, o que contribui para a ótica preconceitusa contra a arte urbana. Visto que, sem autorização passará de Arte para crime ambiental, assim o desnível na valorização da street art tende a persistir na sociedade brasileira. Um exemplo de como a arte urbana e principalmente o grafite é visto atualmente, foi o episódio que aconteceu em janeiro de 2017, em São Paulo, onde considerado maior mural de grafite a céu aberto da América Latina foi coberto de cinza. Por conseguinte, é necessário acabar com esses esteriótipos de marginalização da expressão cultural que colore as ruas de todo o mundo.
Sem dúvidas é vital retirar as pedras do meio do caminho, citado pelo poeta. Portanto, o ministério da cidadania juntamente com o ministério da educação deve proporcionar apoio financeiro e educacional para esta classe artística. Tal ação, deve ser feita através de investimentos destinados a estruturas espacionais, atrelada a instituições de ensino superior e conhecimento amplo nas escolas de ensino fundamental a médio. Além de utilizar a mídia de forma aberta e tranparente com o público, com fins em prol da disseminação da arte urbana.