Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 28/02/2021

A arte urbana surge no período da antiguidade onde povos gregos e romanos utilizavam desenhos e poesias nas ruas como uma forma de manifestação cultural e literária. Esse panorama auxilia na análise da questão cujo é fundamental a valorização deste movimento pois tem um papel de grande importância na sociedade além de embelezar os espaços. No entanto, traz controvérsias pela falta de conhecimento sobre o significado e a origem da arte, provocando assim o preconceito por artistas das comunidades periféricas que retratam suas lutas através de protestos significativos para o cotidiano.

Diante dessa peserctiva, é essencial para as minorias dos centros urbanos que não tem condições de ler sobre as artes e visitar lugares consagrados a elas, ou seja, a arte visualizada é livre para todos os públicos, mas ainda assim a carência de informação sobre o que a arte expressa gera um desconforto e a indignação de indivíduos que decifram como vandalismo. No artigo 215 da Constituição Federal de 1988 afirma que O Estado garante a todos o pleno exercício dos direitos culturais, incentiva a valorização e a difusão das manifestações. Sob esse viés é possível salientar que em muitas vezes não cumprem o que a lei assegura como no caso da “Maré Cinza” em São Paulo onde o Poder Público deliberou que apagassem parte do mural de grafites da avenida 23 de Maio o qual gerou a intasistação dos pichadores.

Ademais, a ignorância enraizada na sociedade é fruto de uma sociedade individualista que prioriza os próprios valores anulando as histórias e as lutas aclopadas de protestos nas comunidades suburbanas.  É imprescindível a inclusão social dos princípios das minorias carregadas de culturas que fazem parte da formação e o desenvolvimento do país. Segundo o pensador filósofo Confúsio, afirma em sua tese que a cultura está acima da diferença da condição social, ou seja não há restrições nem desigualdade de pessoas sobre o direito de expressar a arte, por outro lado, a dificuldade e a falta de icentivo ainda gera a exclusão desse público.

Contudo, medidas são cruciais para a resolução desse impasse. Cabe ao Ministério da Cidadania em parceria de ONGs aplicar nas escolas por meio de palestras e representações a importância da valorização das artes urbanas, com o intuito de expandir e reduzir o preconceito pela falta de informação. É necessário também que o Poder Executivo persista nas leis que protegem essa camada sobre legalizar as manifestações artísticas para restringir o índice de pichadores abrangidos por divulgar, manifestar e expressar o seu direito nas ruas como os gregos e romanos que abdicavam de suas origens.