Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 23/02/2021
A arte urbana pode ser definida como manifestações artísticas desenvolvidas no espaço público e ganha proporções maiores desde meados da metade do século XX. Porém, a falta de investimentos e o preconceito apresentam-se como desafios para sua valorização, impededindo que esse movimento progrida. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados para que uma sociedade mais íntegra seja alcançada.
Ocupando um posição de destaque no ranking mundial de economia, espera-se que o Brasil não enfrente problemas relacionados a investimentos nessa área. Porém, essa não é a realidade. Consoante o Art. 5º da Constituição Brasileira, outorgada em 1988, a expressão de atividades artísticas é livre a qualquer cidadão. Com isso, pode-se inferir que há uma contradição ultrajante, haja vista que não há como parcela dos artistas expressarem sua arte sem subsídios.
Vale lembrar-se do preconceito sofrido por muitos artistas urbanos como desafio para a valorização do “street art”. Segundo o sociólogo alemão Dahrendorf, no livro “Alei e a ordem”, a anomia é uma condição social onde as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam sua validade. De maneira análoga, a anomia assemelha-se ao atual cenário brasileiro, à medida que os produtores de arte urbana sofrem repúdio de parcela da população. Esse fato é preocupante, visto que, para muitos representa seu trabalhado como forma de sobrevivência.
Portanto, é evidente que medidas são necessárias para a solução dessa problemática. O governo deve investir monopólio em artistas urbanos que comprovem sua arte como renda e lançar campanhas de conscientização, nas quais explicaria a importância da arte para a sociedade contemporânea, afim de que a “street art” seja valorizada. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora no atual cenário brasileiro.