Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 01/03/2021

Desde a pré-história a humanidade pinta em paredes. Acredita-se que as pinturas-rupestres eram uma forma de como o ser-humano se expressava em relação a ele e a tudo que acontecia no mundo à sua volta. De maneira análoga, a arte urbana é como a sociedade se manifesta, através das paredes, no mundo contemporrâneo brasileiro. Entretanto, esse tipo de manifestação artística é muito criticada, sendo comparada a um ato de vandalismo, mesmo existindo a lei 706/07 que a discriminaliza e a legaliza sob restrições.

A princípio, é importante destacar que, apesar da discriminalização, a arte urbana permanece com um legado preconceituoso de marginalização, ou seja, algo banalizado e criminal. Consequentemente, surge uma repulsa à esse viés artístico, impossibilitando sua prática como forma de expressão e embelezamento do espaço.

Ademas, é válido ressaltar a existência de uma lei vigente no país(lei 706/07) que discriminaliza e legaliza a arte urbana nos muros e fachadas com o consentimento do propritário. No entanto, não há a democratização do seu conhecimento, o que torna mais inacessível a valorização da arte urbana, visto que a visão preconceituosa sobre o assunto não se desfaz.

Portanto, com o intuito de amenzar o quadro atual e para a conscientização da população brasileira, urge que o Ministério da Educação e Cultura(MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas nas escolas e publicitárias nas redes sociais que discorra sobre a lei 706/06 em vigor e, além disso, sobre a arte urbana não mais como um ato de vandalismo, mas como uma forma de expressão ultilizada pela sociedade. Somente assim, será possível combater a visão destorcida sobre essa forma artística e, consequentimente, a sua valorização.