Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 01/03/2021
Toda forma de expressão do artista deve ser considerada arte, e toda arte deve ser valorizada; Pois, é ela que colore o cenário urbano tão poluido e devastado, decorrente das ações humanas. Os artistas urbanos não devem ser conhecidos só pelo seu trabalho em si, mas, também pelo seu tempo dedicado e o baixo retorno financeiro; Devido à falta de apoio nacional, muitos vão tentar a vida no exterior, como, Eduardo Kobra.
A arte possui um contexto muito abrangente, porém, quando pensamos em arte, associamos logo à grandes pinturas e artistas famosos; Quase nunca lembramos de artistas iniciantes, tão pouco, os artistas urbanos. Durante muito tempo, o grafite foi considerado um ato de vandalismo, porém, o brasileiro Eduardo Kobra, serviu para desmistificar esse conceito, ele pinta muros de bairros em Nova York, com grafite.
A falta de apoio e a desvalorização da arte, no Brasil, é cada vez mais evidente. O maior mural de grafite da América Latina, localizava- se na Avenida 23 De Maio, em São Paulo, e foi inaugurado em 2015. O cinza substituiu o enorme mural de grafite, e apenas 8 painéis foram mantidos; Entre eles, o de Eduardo Kobra. Em nota, o então prefeito de São Paulo, João Doria diz aderir ao projeto higienista “Cidade Linda”. O Estado deveria ser o maior incentivador dos seus artistas, porém, isso não procedeu com a atitude do prefeito.
Países de primeiro mundo, como, Finlândia, Noruega e Dinamarca, são modelos ótimos como incentivadores da arte, pois, os escritores iniciantes rescebem um subsídio do governo; Consiste em o governo comprar exemplares dos livros, e distribuírem pelas bibliotecas pública, para expandir a visibilidade dos mesmos. O Brasil, sendo um país subdesenvolvido e com uma grande crise econômica, poderia mostrar o seu icentivo, cedendo muros públicos para os artistas urbanos divulgarem as suas artes, como o grafite.