Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 24/02/2021
“A cultura de um povo é seu maior patrimônio”, dizia Nildo Lage. Certamente, a arte é uma principais formas de expressão do ser humano. Por meio dela, é possível compreender a realidade presente e também de nossos antepassados. Entretanto, alguns tipos de arte acabam sendo menos valorizadas do que outras, como é o caso arte urbana no Brasil. Isso ocorre pincipalmente pela falta de conciência por parte da população e também por falta de políticas públicas por parte do Governo.
Em primeiro plano, vale destacar que, infelizmente, no Brasil, não existe a valorização da própria cultura mas sim de países com maior destaque ecônomico como Estados Unidos e Europa. Apesar de movimentos como o da Semana da Arte Moderna, realizado em 1922, terem contribuído para romper com esse tipo de pensamento, muitas pessoas ainda não tem conciência do valor de sua própria cultura e identidade. Assim, a arte urbana e os grafites, que são mais expressivos nas camadas mais simples da sociedade, acabam por não ter o mesmo reconhecimento e prestígio que os outros tipos de arte. Esse tipo de situação não pode ser tolerada, toda arte e cultura tem valor. Sendo assim, é um dever de todo cidadão lutar para que a arte não seja mais um elemento segregacionista na sociedade.
Em segundo plano, vale ressaltar que, a falta de políticas públicas acaba por agravar ainda mais o problema. Em São Paulo por exemplo, existem diversos museus e locais abertos para o público, como a Pinacoteca, que tem o intuito de levar cultura e entretenimento para população. Em contra partida, pouquissímos locais são voltados para apreciação de arte urbana na cidade pois não há incentivo do Governo para tal. Conforme dizia Abraham Lincoln, celebre político norte-americano, a política deve servir o povo e não o contrário. Quando o Governo não toma medidas que sejam voltadas para inclusão de todos na sociedade a idéia de Lincoln é refutada, o que é inadimissível.
Sob tal ótica, é fulcral a luta pela redução dos impasses. Afim de resolver o problema, o Ministério da Educação, por meio das escolas, deve tornar obrigatório o estudo dos mais diversos tipos de arte, não só daquelas com maior prestígio social. Dessa forma, a sociedade terá conciência do valor de sua diversidade cultural e artística, dando fim a esse caráter segregacionista. Paralelo a isso, o Governo, junto ao Ministério da Cultura, por meio de verbas públicas, deve financiar exposições abertas ao público e abrir museus com arte dessa categoria. Assim, com o incentivo do Governo e conciência por parte da população, haverá uma maior valorização da arte urbana e periférica do Brasil.