Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil
Enviada em 25/02/2021
De acordo com Giacomo Leopard, escritor italiano, nenhuma qualidade humana é mais intolerável do que a intolerância. Analisando o pensamento citado com a situação atual no Brasil, é evidente que se mostra desafiadora a valorização da arte urbana, principalmente pela intragisência da nação brasileira em relação à essa forma de se expressar.
A partir da fala do filósofo Voltaire, ele apresenta o preconceito como uma opinião sem conhecimento. Assim, pode-se afirmar que a intolerância à urbanografia se dá, essencialmente, pela falta de compreensão histórico-cultural que deu origem ao grafite, stencil, poemas urbanos, entre outros. De tal forma, a população não porta um aprendizado suficiente para a interpretação dos textos verbais e não verbais em seu cotidiano no espaço público.
Além disso, o trabalho de artista não é valorizado pela população brasileira. Confúcio, um filósofo chinês, diz: “escolhe um trabalho que gostes e não terás que trabalhar um dia na tua vida”. Naturalmente, esses artesões são bem-aventurados, pois, apesar da sua profissão não ser admirada pela nação, os mesmos possuem muito afeto à ela enquanto ainda são reprimidos.
Dessa forma, é necessário que escolas, em parceria com a prefeitura, promovam debates e palestras sobre a valorização da arte urbana. Tais ações podem ocorrer em aulas de arte e em pontos públicos onde as técnicas podem ser visualizadas, visando a participação de toda a comunidade. De tal forma, a população compreenderá questões relativas ao tema e se tornarão cidadãos mais atuantes na busca dessa valorização.