Os desafios para a valorização da arte urbana no Brasil

Enviada em 25/02/2021

No artigo 215 da Constituição Federal brasileira de 1988, é garantido a todos os cidadões acesso à cultura, impondo a importância desse direto para a sociedade. Logo, é possível associar a prática da cultura com a arte expressa no cotidiano, não apenas em forma de apresentação teatral, museu ou cinema mas também de pinturas e esculturas urbanas, que em meio as ruas têm porposito de humanização ainda bastante descriminado.

A princípio, nota-se o papel significativo da arte na vida dos cidadões, segundo o crítico literário Antonio Candido, a mesma humaniza pois atua no subconsciente e no inconsciente, portanto, forma caráter. Desse modo, a arte presenciada ao deslocar-se pelos centros urbanos, de maneira indireta está transformando a criatividade de quem por ali passa, atuanto no subconsciente e ajudando a formar caráter. Por isso, é essencial que  entidades públicas auxilíem de forma direta os artistas de rua, não apenas incentivando a prática, mas trabalhando em cima da população sobre a importação da mesma.

Além disso, muitas vezes a arte urbana é descrimida e até mesmo marginalizada, a prática do grafite, por exemplo, é frequentemente associada com uma classe social excluída. Contudo, é importante que a população esteja ciente quanto ao poder de mudança da arte, exemplo esse da médica psiquiatra Nise da Silveira, que substituiu a terapia violenta de choques elétricos, por pincel e tinta para os pacientes se expressarem. Além de ser um canal de comunicação com o mundo os doentes eram novamente inseridos na sociedade.

Dessa forma, afim de promover o acesso arte como direito à cultura, o Estado em parceria com artistas de rua, deve capacitar e profissionalizar ainda mais o trabalho realizado por eles, visto que a população se beneficia de maneira direta. Para isso, as istituições de ensino e as mídias sociais devem repassar a finalidade e o poder de mudança da arte para a sociedade, tendo em vista o acesso democrático a arte urbana por direto, além de humanizar formando caráter.